Cidades mineiras iniciam registro biométrico de seus eleitores para as eleições de 2016

         Gustavo Naves, Rachel Enoi e Shandiney Cristian.

        Com a inauguração da nova casa do tribunal, que fica na Av. Cristiano Machado, 1.708, as eleições municipais de 2016 terão o formato biométrico de votação para os eleitores de mais de 50 cidades mineiras.

       Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE – MG), o registro biométrico já começou a ser feito e não é obrigatório, mas para quem for se alistar, fazer transferência de título, tirar segunda via ou atualizar dados terá que fazer o registro. A não obrigatoriedade deste registro implica numa eleição mista, ou seja, quem for registrado com a nova tecnologia, que traz uma identificação mais segura ao eleitor, vai usar a impressão digital. Já aqueles que não estiverem cadastrados, serão identificados pelo antigo procedimento.

       Já no final da implantação do projeto biométrico para as eleições 2016, Minas Gerais passa a ter 28,6% dos municípios onde os eleitores possuem cadastros.

       Para fazer o cadastramento biométrico, basta o eleitor comparecer ao cartório eleitoral do município onde é eleitor portando os documentos de identificação oficial com foto, o título de eleitor, CPF, comprovante de endereço e comprovante de quitação militar. Esse último documento é só para homens maiores de 18 anos e que forem tirar o título pela primeira vez.

       Pessoas com até 17 anos não precisam fazer o registro por ser facultativo o voto, o mesmo vale para as pessoas com mais de 70 anos. Porém, caso essas pessoas queiram votar, devem realizar o cadastro biométrico. O atendimento é de segunda a sexta-feira, de 8h às 17h, e deve ser agendado com antecedência por meio do Disque-Eleitor, no número 148 ou pelo próprio site do TRE-MG.

COMÉRCIO DE BH APOSTA EM PROMOÇÕES PARA REDUZIR IMPACTO DA CRISE

Jaiderson Henrique, Lorena Souza e Luiz Gustavo Brás

A capital mineira vem sofrendo com a desaceleração da economia, devido à crise que se instalou em todo o Brasil. Os setores mais afetados são os de comércio e serviços. Com a alta do dólar e o real perdendo valor comercial, muitos belo-horizontinos têm deixado de fazer programas habituais como ir a bares, cinemas, restaurantes, teatro e shows, optando por programas caseiros de melhor custo-benefício.

Segundo reportagem publicada em setembro no Estado de Minas on-line, o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Belo Horizonte (Sindhorb), este ano cerca de 500 estabelecimentos, desde os pequenos bares e lanchonetes até casas de maior porte, fecharam as portas.

Com a desaceleração da economia no país, os comerciantes esperam ter um alento neste final de ano. Com a proximidade do Natal e a velha tradição de troca de presentes, a expectativa não é tão animadora, mas como é uma data com grande potencial de vendas, o objetivo é recuperar parte das perdas acumuladas durante o ano.

A expectativa da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-BH) é de que as vendas caíam até 1%, comparando com o Natal de 2014. Marco Antônio Gaspar, vice-presidente da entidade, prevê que os consumidores não deixarão de presentear, mas comprarão de acordo com o que cabe no bolso. Com uma perspectiva baixa, comparada aos anos anteriores, segundo a CDL-BH, a previsão é de que haverá uma queda de 10% nas contratações  temporárias.

Por outro lado, a Fecomércio-MG (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais), prevê um quadro mais otimista. A entidade aposta no crescimento de até 50,6% nas promoções para tornar as vendas mais atrativas e, assim, evitar o rombo no fechamento do caixa.

Praça revitalizada é ponto de encontro de belo-horizontinos.

Erwin Oliveira, Julia Dutra e Valéria Santos

Obra na Praça da Assembleia durou mais de um ano para ser entregue, mas é reinaugurada com espaço democrático e recebe aprovação dos frequentadores.

imageHá um mês de sua inauguração, a Praça Carlos Chagas, também conhecida como Praça da Assembleia, no Bairro Santo Agostinho, região Centro-Sul de Belo Horizonte, está conquistando cada vez mais frequentadores. A reforma foi feita pela Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), com recursos da Assembleia Legislativa. Essa parceria entre a Assembleia Legislativa de Minas Gerais e a Prefeitura de Belo Horizonte foi comemorada pelo prefeito Márcio Lacerda na solenidade de entrega: “É um momento de alegria, de conquista, do cuidado cada vez melhor desse espaço público que é de todos nós”, disse Lacerda.

A reforma levou em conta sugestões dos moradores do entorno, apresentadas em pesquisa realizada em 2011. A obra contou com ampliação do espaço, nova iluminação de led, com 198 postes (84 a mais que antes da reforma) para incentivar seu uso noturno, três bebedouros, fontes de água interativas, academia da cidade, e piso emborrachado na área infantil. Para seu acesso, foram construídas rampas e elevações para travessia de pedestres e de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. O local ganhou, ainda, bicicletário e novas mesas de xadrez. Mesmo mantendo o paisagismo de Burle Marx, foram adicionadas fontes luminosas, 102 novas árvores (56 na praça e 46 no entorno), e irrigação automatizada.

Além de moradores, a praça é sempre visitada por trabalhadores da região. Fabiana Castro, secretária na ALMG, conta que aproveita o horário de almoço para descansar na praça: “Esses novos bancos ficaram ótimos para relaxar um pouquinho antes de voltar ao trabalho”. Já sua colega, a assessora Núbia Costa, questiona os feitos do governo: “É um ótimo espaço para vários tipos de atividades, eu mesmo aproveito para me exercitar aqui antes do trabalho. É uma pena que outras regiões da cidade não tenham a mesma infraestrutura”.

No primeiro mês após a reinauguração, a população foi presenteada com várias atividades divertidas, como cantigas de roda, meditação, histórias teatralizadas, e uma ovacionada apresentação da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. A reinauguração da praça integra as ações do projeto Assembleia de Todos, que compõe o Direcionamento Estratégico da Casa. A ideia é que essas atividades se tornem frequentes, proporcionando momentos de lazer e cultura à população.