A arte como incentivo à vida

O jornalista, pintor, ilustrador, cartunista e grafiteiro, Cristiano Coelho, de 75 anos, natural de Belo Horizonte, se descobriu na arte muito cedo, ainda na infância já começava a fazer seus primeiros traços, desenhando personagens de super-heróis como Batman, Super-Homem, Mulher Maravilha, entre outros. No início dos anos 80, entrou para o jornal Estado de Minas, e como cartunista do Gurilândia, um dos cadernos do jornal, alegrou a criançada por 11 anos.

Na foto feita por Ramon Serakides , Cristiano Coelho, com suas edições do Gurilância encadernadas e guardadas com muito carinho. (Foto Ramon Serakides)

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Após 30 anos no jornal, o cartunista traçou outros rumos, passou a se dedicar a arte pictórica e como educador, começou a dar aulas de desenho, história da arte, pintura e harmonização de cores. Em 2001, Célio de Castro, prefeito de Belo horizonte na época, o convidou para participar de um projeto direcionado para pichadores, com o intuito de limpar a cidade e tornar o que era uma poluição urbana em arte urbana, passando de pichações para o grafite. Para Cristiano, pichação é uma manifestação dos jovens, como uma forma de expressar seus sentimentos, reivindicar direitos e chamar atenção da sociedade, e enfatiza que a arte, de uma maneira geral, proporciona a auto-estima.

Na entrevista de Adair Lino, Cristiano explica sobre o projeto Guernica e comenta sobre a identidade do grafite. ( áudio Dadá)

Além do projeto Guernica, posteriormente, o artista desenvolveu outros projetos, mudando seu público de jovens para a terceira idade. Pela Secretaria de Direito e Cidadania da prefeitura da capital mineira, iniciou o projeto junto ao Centro de Atenção aos Idosos, dando aulas de pintura, arte e desenho.

É o que Cristiano Coelho comenta, em entrevista com Helena Barrione. (vídeo Helena)

Cristiano se considera uma pessoa feliz, justamente pelo envolvimento com a arte, que fez e ainda faz parte da sua vida.